Um Blog para escrever o que me vai no coração, inspirado num blog de um amigo e com o incentivo dele.

16
Mai 11

Por vezes...

 

Por vezes penso nas coisas do dia a dia, penso no que poderei ter deixado escapar e no que agarrei. Dou por mim a pensar que, eu mesma tenho o enorme poder de provocar na minha pessoa um grau de ansiedade elevado. E, depois, pergunto-me: Mas será que vale a pena pensar assim?! Pensar no que me destabiliza?! A resposta, essa, por muito que eu queira, muitas das vezes, senão na sua maioria, não a tenho, não me visita, e deixa-me irrequieta.

Perco-me nos pensamentos, pensamentos e memórias das pessoas, locais, momentos, choros e risos... Perco-me, porque afinal essas memórias me marcaram, deixaram em mim uma marca, e eu, guardo tudo isso num cantinho do meu coração. Confesso que ás vezes não queria sequer recordar, mas não nos escapa a memória ao ponto de se apagarem apenas pedaços. Tudo está ligado, tudo tem um fundamento, tudo que é meu está em mim. Não se foge do Eu.

3 anos passaram, e eu muito mudei. Atrevo-me e arrisco a afirmar que evolui, cresci. Cresci enquanto pessoa, enquanto ser mortal, pessoa que ama e tem sentimentos, que faz escolhas boas e menos boas, que muitas vezes fala e só depois corrige as suas palavras, cresci enquanto ser errante. Os meus erros ajudaram-me muito, as minhas inimizades mostraram-me outras pontos de vista, outros caminhos. Ao tropeçar desejei sempre voltar a levantar-me, e aqui estou eu. Sim, continuo a ser a Joana, aquela que aprendeu a sorrir, a dar gargalhadas, a suster o choro, a deixar cair uma lágrima quando esta já não se consegue esconder no cantinho do olho. Conheci gente nova, gente interessante, provida de sabedoria e inteligência. Estas pessoas foram e são importantes. Muitas não as vejo faz tempo, no entanto, não caem em descrédito. As que vejo são pessoas que também gosto bastante e que gostava de não as deixar fugir da minha vida, do meu círculo. E neste momento, é quando penso e entro naquele estado de lembrança que pode fazer surgir sorrisos ou uma simples queda de lágrimas.
Todos têm um lugarzinho deste lado, por pequenino que seja é vosso. No entanto, cada um deve cultivá-lo, deve tratar dele, tal como se fazem com as flores. É como um jardim ou uma horta, que deve ser bem tratada para que não se vá, e se perca a colheita de vez.

 

Aqui estarei sempre, para ouvir e falar, sempre presente quando assim o entederem.

 

Beijinhos

publicado por Joaninha às 19:21

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